Queda de cabelos pós-Covid. Veja como tratar.



A infecção causada pelo novo coronavírus vem sendo associada a diversas manifestações dermatológicas, dentre elas, a queda de cabelo, que se tornou a queixa número um nos consultórios.

Essa grande queda de cabelo, que pode chegar a perda de 300 fios por dia, se trata do eflúvio telógeno agudo, que é uma alopecia não cicatricial causada pela mudança prematura e abrupta da fase de crescimento capilar, ou seja, uma alteração não esperada no ciclo capilar. Assim, a fase anágena evolui para a fase telógena, que se trata do período em que o fio se desprende do couro cabeludo, dando lugar a um novo que se forma no mesmo folículo piloso, fase que dura aproximadamente 3 meses.

Porém, há relatos de queda de cabelo ainda mais precoce, é o caso dos pacientes que identificaram o problema em apenas 2 meses após a infecção pelo SARS-CoV-2.

Quando acontece o eflúvio telógeno?

O eflúvio telógeno pode acontecer durante processos de estresse, adoecimento do corpo e ser causado por outras infecções. Entretanto, quando é identificado em decorrência da Covid-19, acredita-se que o eflúvio pode ser gerado pela liberação de citocinas pró-inflamatórias (substâncias secretadas pelo sistema imune durante a infecção), uso de medicamentos, aumento do estresse psicológico que pode acompanhar a doença, alterações metabólicas e nutricionais, perda de peso, entre outros.

Os quadros citados costumam acompanhar pacientes que estão em estado grave, como os que necessitam de internação e chegam a perder mais de 50% do volume total dos cabelos. Porém, o problema também pode ser acarretado por casos leves da doença, considerando um estudo divulgado pela BBC News aponta, que aponta que a queda de cabelo após a Covid-19 afeta 1 em 4 pacientes, mesmo após infecção subclínica de SARS-CoV-2.

A boa notícia é que geralmente o quadro é transitório, sendo esperada a recuperação total dos cabelos perdidos. Porém, alguns pacientes podem ser mais prejudicados por um eflúvio, como aqueles que já possuem alopécia androgenética, que gera uma dificuldade maior para repor os fios perdidos.

Tratamentos para eflúvio telógeno

É importante procurar um dermatologista para o diagnóstico correto, visto que há semelhanças clínicas entre os tipos de alopécia. Em consulta com um dos especialistas da Clínica Juliana Neiva, será identificada a condição subjacente que prejudica o retorno do crescimento dos fios e iniciaremos o tratamento ideal para melhorar a saúde do seu couro cabeludo.

Entre os procedimentos recomendados para a retomada do crescimento dos cabelos estão: a melhora do aporte circulatório, o drug delivery, com o microagulhamento robótico, jato pneumático de fármacos e fatores de crescimento com Enerjet 2.0, além de uma rotina de cuidados e o uso de medicamentos recomendados por nossos melhores tricologistas.

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